Pink Orchid
Escrever é uma necessidade que alivia a Alma após ocorrer. Presente, Passado, Futuro, qualquer coisa que me atormente será desabafado. Até porque após reler o que escrevi é raro acreditar que fui eu que o fiz. Irei intercalar escritas recentes com desabafos do passado... Porque tudo isto sou eu.
domingo, 25 de novembro de 2012
A tentativa de fazer de mim aquilo que não sou
Aprecio os amigos que dão conselhos, mas sinceramente, a maior parte das vezes, entra a 100 sai a 1000... Até porque a última decisão é sempre minha.
As pessoas não mudam, adaptam-se! E eu não vou adaptar aquilo que sou para as coisas terem ou não de resultar. Ou é, ou não é! Simples. Às vezes é melhor ter atitudes de choque, vê-se quem está realmente preparado para a coisa.
Duas das minhas maiores relações começaram do nada em que foi logo dado tudo. Não me importo de ser assim, até porque arrepender-me do que não fiz, é uma sensação que não gosto minimamente de ter.
Estou de volta ao mundo real e custa-me a perceber certas coisas. O amor está ultrapassado, o que compreendo mas também não é isso que procuro. Mas o que me anda a fazer confusão é o grau de magoa das pessoas. Não se pode simplesmente passar bons momentos sem complicações?! Quando começo a sair com alguém não me quero casar com essa pessoa no dia seguinte... Será que não pode haver sinceridade?!
Posso simplesmente divertir-me um bocado? Percebo que nem todos consigam compreender o meu comportamento mas ao menos que me respeitem e esqueçam lá as "lições de moral" (que é o que sinto que é). .
Dizem-me para mudar, para mudar se quero que dê certo... Não sei bem o que dizer sem magoar as pessoas que me dizem este tipo de coisas. Apetece-me rir, mas rir mesmo muito. É... Talvez eu não tenha a mentalidade de mulher submissa que a sociedade quis me impor... Talvez esta seja A resposta. Jamais deixarei de ser eu, de fazer o que eu gosto de fazer e de sentir para ficar com homem que seja (bem... se algum dia conhecer um gajo bonito e podre de rico talvez reconsidere).
Sempre fui assim. E depois há a dualidade de pensamento e sentimento dentro de mim. Mas neste momento... Somente vivo o momento!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
E hei-de acreditar sempre...

Um dia que pareceu tão banal tornou-se... fofinho!
Um estranho bater de coração quando levantei a cabeça e olhei em frente... e alguém tenta por-me a falar... estranhamente não consigo seguir a linha do meu raciocínio, engasgo-me gaguejo...
"que estás aqui a fazer?"
"o meu colega está doente"
E nervosamente continuo com um discurso incoerente parecendo uma miúda de escola
- "dou cabo da tua psicologia não é?"
- "não, tu é que ainda não me conheces"
Há pessoas que querem logo tudo, exigem-nos o mundo, exigem algo que sabem desde o início que não é fácil obter... Pressão... odeio ser pressionada quando nada posso fazer senão dar tempo ao tempo. Eu sou impaciente, mas tudo tem de seguir conforme o meu tempo...
- "comigo a chantagem feminina não resulta, não suporto mulheres que começam a seduzir e com falinhas mansas para conseguirem aquilo que querem, sou a pessoa mais teimosa que conheço"
- "sério? eu consigo sempre o que quero quando começo com a minha conversa de menina fofinha e inocente... sempre! É irresistível. E isso da teimosia é porque ainda não me conheces"
Terei novamente de falar em sinais?! A precipitação deita tudo a perder... E dou por mim a sonhar acordada e embora oiça não percebo nada daquilo que as outras pessoas me dizem...
Talvez esteja a interpretar mal... é provável pois não passa tudo de fracções... Hoje não me queria ir embora... hoje não queria que o tempo passa-se...
"vou embora, não me ligas nenhuma"
"não vás, fica"
Vou ficar. E esperar para ver....
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Um sinal...

... vários sinais.
Passo horas a falar contigo... Esqueço-me de onde estou, das minhas obrigações e até das aparências, acho que falo contigo só para poder dizer o teu nome... Esse nome que me é tão querido... o nome mais lindo do Mundo! Nome de Santo, nome de Caminho, nome do ser vivo mais importante de toda a minha vida, nome da pessoa, que ainda antes de ter nascido, foi a razão para eu continuar viva!
Num momento de responsabilidade passo por outro local... ela tem "O Zahir" debaixo do braço... Eu recordo-me do significado de "Zahir", recordo-me daquela tarde em Braga e de quanto a escrita de Paulo Coelho sempre fez sentido em muitos momentos da minha vida.
"Repara nos sinais" diz Paulo Coelho, e parece que é desta... tenho medo... Mesmo muito medo, medo que nunca senti em toda a minha vida. Mas sinto que as saudades estão a consumir tudo aquilo que eu quero ser, as saudades estão a parar-me no tempo quando tanto necessito de avançar... Eu preciso de ti! Preciso de, finalmente, seguir as palavras do meu psicólogo, as palavras de estranhos, as palavras de pessoas que "ouviram" a minhas história e tanto me aconselharam com o argumento da idade. Preciso de resolver o passado para avançar para o meu presente... Não sei se serei capaz, mas foda-se não vou desistir sem tentar!
E RAIOSPARTA O MEDO!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Nem sequer tens tempo para saber o que disseste...

Em: Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010 às 3:03
O curioso é que sempre que escrevo esqueço completamente aquele assunto sobre o qual escrevi...
Ultimamente sinto que regressei à casa onde nasci e que fico constantemente à espera que a inspiração surja para poder escrever... Tinha de me colocar num estado mentalmente miserável para a "poesia" aparecer! Esta é a diferença entre aquela altura e esta, desta vez simplesmente não me sinto.
A minha cabeça dá voltas e voltas sem fim... Talvez, por isso, eu prolonge tanto os fins, ou simplesmente não os atinja, porque não quero que o fim aconteça! Demoro mil anos a fazer o que quer que seja, porque tenho medo... medo que depois daquele fim não haja mais nada! Uau novamente uma dor de cabeça por ter chegado a uma conclusão verdadeira! Isto, analisando-me se eu fosse uma psicóloga (lol) é uma grande descoberta... E pode explicar mesmo muita coisa.
Talvez o facto de não gostar de planear, nem de pensar muito sobre o assunto, mas sim ser sempre o "aqui e agora" expliquem também muito sobre mim... O pensar dá nervos, cria mal estar no estômago, faz lembrar aquele nervoso miudinho antes de uma apresentação... Se for no imediato, não tens tempo de pensar, não tens tempo de sentir, nem sequer tens tempo de saber o que disseste! E é a tua reacção primária, a genuína, a verdadeira...
Ansiosa (sempre) por fazer tanta coisa quando acabar isto... Voltar aos meus anjos, voltar ao meu eterno livro inacabado, quem sabe realizar sonhos de novos estudos... I'm only 16 in my head... so what?
Sabes, tenho saudades de ter "orgasmos psicológicos" ter daquelas conversas que dão tanta pica que chega a uma altura que a tua mente já está a delirar de tamanha satisfação. O jogo do pergunta, responde, contesta, argumenta, o dar luta pois acabas por nunca chegar a uma conclusão apenas um confronto de mentes, de opiniões! Sem ofensas, sem relações, sem futebol, sem ideologias politicas... no fundo adoro uma boa discussão teológica! Adoro falar de religião...
Estraguei muita coisa na vida, mas a vida estragou-me mais coisas a mim...
E fez-me aprender, que não existe nada mais importante na vida... do que eu própria! Todos passam, todos esquecem, todos enganam, mas só eu me mantenho e só eu sou verdadeira comigo mesma.
O resto? O resto vem por acréscimo...
Cedo o meu lugar...

(Pura ficção pois sou uma sonhadora com muita imaginação)
Foi um sonho... Pois teve a duração de um sonho...
Por momentos vivi a felicidade plena. Amei... Sim, amei! Amei durante 48 horas talvez.... Ou 72 ou mesmo 96 horas... Ou secalhar ainda amo, não, vou dizer que amei, prefiro falar no passado...
Senti-me como nunca antes na vida me tinha sentido, senti-me desejada, acarinhada e... amada.
Momentos... chamo-lhes eu! Sentimentos... chamaste-lhes tu! Lamento... não posso, não quero, não tenho essa capacidade...
Um pedaço de sol entrou em mim e fez-me desejar que o tempo parasse em determinadas circunstâncias em que estive contigo... Sentir-te, desejar-te, tocar-te...
Não posso viver bem com o meu ciúme, com a minha paranóia, com o resto da minha vida... talvez a idade não me permita abstrair da inveja, e de tantos caminhos que teria de percorrer para ser feliz assim... contigo. E tanta coisa ainda por resolver... Tanta coisa que é tão fácil de se resolver, tanta coisa que dizias que não tinha importância... mas que vista fora do sonho e à luz da realidade iria importar tanto...
Resta-me saber que te tive, e muito feliz estou por isso ter acontecido (e no fundo do meu ser saber que sou a inveja de quem nunca te terá).
Lamento a dor... (também a sinto) mas não fui feita para o amor... É deve ser porque... sou uma miúda, e por umas horas... fui a tua miúda!
Sonhos de uma realidade que foi efémera...
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
A minha consciência foi de férias e parece que já não volta

Em: Sábado, 11 de Setembro de 2010 às 17:47
Antigamente costumava escrever "poemas" (entre "" porque não sei se lhes posso chamar isso), mas gostava era quando escrevia poesia erótica ou os meus contos eróticos... Era nova, ainda não tinha os meus 18 anos... E escrevia sobre o deus Sol e a sua amada, num encontro num local mágico tirado das histórias celtas... Mas aquilo era lindo, melhor que romances harlequim, embora nunca tivesse conseguido escrever um fim para eles.
Ontem doia-me a cabeça, a comer um magnum sanduiche tive de parar e escrever! Após escrever "puff" qual milho que se transforma em pipoca, a dor passou e a calma imperou! Fico contente... Adoro quando a vontade é tão urgente que não podemos reprimir os instintos de agarrar num papel e caneta, ignorando tudo à volta, e só paramos quando tudo é transmitido para ali! Curioso, ao reler o que escrevo não reconheço aquelas palavras, e acho surreal aquilo ter vindo de dentro de mim. Que mente esta que tenho... oh well nao serei eu a estudar-me a mim mesma...
Quando cais doi muito, mas depois de caires varias vezes a dor cada vez vai sendo menor... E chega a um ponto que já nem sentes, levantas-te, sacodes a poeira e ergues-te para seguir em frente! E depois pensas se será que vais alguma vez sentir alguma coisa, pois já nem a dor sentes...
E pensas e pensas e pensas... mas nada do que estás a pensar te faz confusão, a minha consciência foi de férias e parece que já não volta! O choque que transmito ao dizer que sou uma pessoa sem ética e sem moral (esta então é 100% nula) desencadeia na sociedade que me rodeia um grande "zum zum". Oh mas eu deixei à muito de ligar para o que pensam, querem e dizem de mim. Eu sou aquilo que quero mostrar que sou. Há muitos anos escrevi o que volto a rescrever, se todas as pessoas q me conhecem se juntassem e falassem de mim aí sim descobriam quem é a verdadeira Mafalda. E adoro aquela máxima "bem ou mal o que interessa é que falem de mim".
O meu ego voltou a crescer de tamanho e começo a lembrar-me de comentários passados feitos à minha pessoa. Ser o centro das atenções assusta-me, mas gosto disso "comó caraças".
... and i don't give a fuck
O porquê de um sorriso?!

Há muitos anos atrás, numa visita a Coimbra conheci uma rapariga super simpática com quem muito me identifiquei. Pouco retenho dessa visita, mas nunca me esqueci de algo que aprendi com ela, de sorrir!
Ela explicou-me que adorava andar no autocarro e, assim do nada, sorrir! Reparar na forma como as pessoas reagiam ao seu sorriso, e pensar que ao sorrir podia alegrar o dia a alguém! E decerto também incomodar outras...
Lembro-me muitas vezes disto, acho que o adoptei como lema na minha vida.
Hoje acordei sem vontade de sorrir... Passei por colegas e não consegui sorrir... Fui beber café, e o rapaz que me serviu estava a ouvir e cantar músicas religiosas.... Sorri. Alguém em frente dele gozava-o e implorava para ele tirar a música, sorri ainda mais e ri-me, ri-me muito! Eram 8h30 já no posto de trabalho mandava gargalhadas bem sonoras, e alguém me acusou de se estava a rir tanto era porque "tinha algum problema". Achei piada... Disse estar drogada! Mas no fundo estava contente com alguma situação e "gargalhei". Aliás adoro fazê-lo!
Não gosto, de todo, do meu emprego, mas gosto imenso de lidar com pessoas, e gosto de me terem apelidado de "menina simpática que está sempre a sorrir".
Mas verdade seja dita que quando algo se passa comigo também quem comigo convive sente logo. Lá está a minha transparência em relação a sentimentos... Por isso é que também quando sinto fujo... lá está também a minha tendência à fuga quando sinto por antecipar o medo de me magoar.... Síndrome de sofrer por antecipação (tenho saudades do meu psicólogo...).
Existe o mítico quadro do "Menino da Lágrima", um dia, se pintarem um quadro de mim, será conhecido como o quadro da "Menina do Sorriso".
domingo, 8 de janeiro de 2012
Escolhe o caminho, segue o destino...

Em: Domingo, 15 de Agosto de 2010 às 19:49
A vida é feita de escolhas. Em cada escolha que segues tens um novo caminho que vais percorrer, e dentro desse caminho mais escolhas terás de fazer. Mas no fim de tudo, não há coincidências! O Universo fala e as coisas acontecem... Achas mesmo que tudo aquilo foi coincidência? Não foi... Não percebo como as coisas me desaparecem... é tal como quando agarramos um punhado de areia e abrimos a mão e reparamos que ela se escapou por entre os dedos... Eu acho que é o Universo a brincar comigo... connosco... Pois eu bem Lhe disse o que iria acontecer e Ele concordou comigo... Será que, tal como um anjo brincalhão, Ele quer ver até que ponto é possivel manter a palavra? A minha palavra será eterna, os meus actos esses sim já nao são coerentes com o que foi dito.
Cada alma tem uma alma que se completa. Já nao me recordo bem onde li esta teoria (terá sido PC?) mas a alma divide-se em duas partes de cada vez que morremos, daí explica que ao longo da vida, pessoas conheçam mais do que uma alma gemea. Achei interessante... E acreditei.
Sou uma romântica, acredito no príncipe do cavalo branco, mas viver no mundo da minha fantasia apesar de me dar alegria e felicidade não me alimenta ao fim do mês.
Esta foi na televisão que vi (serie Ally Mcbeal) alguem que queria ficar em coma para sempre pois quando dormia tinha uma vida diferente daquela de quando estava acordada, uma vida onde era feliz. TIrando os dias de "depressão", por vezes também gostava de me manter somente viva no meu mundo de fantasia...
E sinto-me como a Carrie, com menos 15 anos e infelizmente nao moro em Manhattan, como no filme S&C2, quando ela encontra o Aidan... E tudo, mas tudo é sobre isso!
*Porque a Lua que estava no céu nessa noite ficou vermelha... e depois... depois desapareceu*
Nunca conheces realmente as pessoas

Sempre fui magoada por confiar demais. Sempre dei tudo de mim às pessoas que de mim disseram gostar. Gosto de mimos e ser bem tratada, aliás não é tão difícil assim, o difícil vem depois, o quando começas a conhecer!
Nem todos somos iguais, embora consigamos dar-nos com pessoas completamente diferentes de nós, também quando começas a conhecer tens escolha em continuar ou não amiga de tal pessoa. Tenho amigos com quem falo de certas coisas, outros que falo de outras completamente diferentes. O problema é que dou-me muito e confio demasiado e acho que no fundo acredito demasiado nas pessoas, ainda sonho com um Mundo perfeito e cor de rosa... Mas as pessoas são somente isso... pessoas!
Há falsidade, interesse e desconfiança, a tal "lei do mais forte"... Ao longo dos tempos fui permitindo, por demasiadas vezes, que me espetassem facas nas costas... Costumo dizer que não matam mas as cicatrizes estão aqui todas para serem mostradas! E foi a partir daí que comecei a fechar-me no meu mundinho e a "dar-me" cada vez menos! Verdadeiros amigos conto pelos dedos de uma mão! E verdadeiros são aqueles que por mais merda que façam connosco, sabem reconhecer e nunca chegam a espetar a faca.
Vejo coisas e sei coisas que me repugnam, mas a faca passa ao lado pois não permiti (nem vou permitir) que se cheguem o suficiente para sequer tentarem atingir-me! Mas mesmo assim magoa quando magoam alguém que estimamos!
Há mesmo coisas que não fazem sentido, e a mente humana é ainda um universo longe de estar completamente claro para tirar conclusões do que quer que seja...
